Anne Frank Huis
Atendendo aos pedidos do meu “irmãozinho” e da Priscila eu fui a casa da Anne Frank. Para ser bem sincera não esperava muita coisa não, mas o lugar realmente me surpreendeu. A casa é famosa não só pelo diário, mas também pela fila de turistas que se forma em frente, mas até que não esperamos muito. Na fila descobri uma coisa interessante: os ingressos podem ser adquiridos pela internet no site do museu, que também vale a pena acessar. O valor do ingresso é de €7,50 para adultos.
A visita é bem interessante para os que leram e para os que não leram o diário. Para mim foi muito estranha a sensação de entrar no quarto em que ela passou os útimos anos da sua vida, creio que para muitos seja muito estranho também. Não chega a ser um ambiente triste, pois não há nada além de paredes, mas não deixa de ser um lugar de reflexões sobre tudo aquilo que o homem é capaz de fazer contra seus semelhantes. Talvez seja por este motivo que Otto Frank, o pai de Anne Frank, tenha solicitado que nunca mais os quartos fossem mobiliados, que permanecessem vazios.
O museu não se limita apenas ao Anexo Secreto, há também fotos e alguns objetos que eles utilizavam, além de vídeos com depoimentos de pessoas que tiveram alguma participação na história da Família Frank. Sem dúvida o mais emocionante é o depoimento do próprio Otto Frank, que foi o único sobrevivente do Anexo. Das sete pessoas que lá viviam junto com Anne Frank, 6 faleceram nos campos de concentração, restanto apenas o pai, que anos mais tarde publicou o diário da filha.



