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Koninginnedag
No dia 30 de abril se comemora na Holanda o Koninginnedag (dia da rainha). Nesse dia é feriado nacional e a data é o aniversário da rainha Juliana, que é a mãe da atual rainha, Beatrix. Todos vão para a rua vestidos de laranja (cor da família real) e penduram bandeiras e enfeites laranja nas casas. O epicentro da festa é em Amsterdam, que fica completamente lotada nesse dia. Não tínhamos certeza se iríamos lá no meio da muvuca, já que várias pessoas comentavam que não dava nem pra andar direito. Mas resolvemos dar uma passada ao menos para ver como era, e no final valeu à pena. É realmente muito cheio, mas como a cidade inteira está em festa, é só escolher um canto mais tranquilo e ficar observando a holandesada muitcho doida. O clima é muito parecido com o carnaval do Brasil, tem gente bêbada, música alta e tudo mais. Mas nós não vimos nenhuma briga, estava tudo muito tranquilo e todos se respeitavam.
Como nesse dia é permitido vender de tudo na rua, é possível achar muita coisa estranha por lá. Tinha blusa do Bob Esponja (tem um amigo nosso aqui que iria adorar), cabeleireiro ao ar livre, gente que abria a garagem pra se livrar dos entulhos, e pela primeira vez aqui vimos churrasquinho de gato pra vender! Pra quem já está sem ver carne boa há mais de 6 meses, o cheiro foi matador quando passamos.
Quando fomos para lá de trem conversamos com um piá meio holandês, meio surinamês, que já estava pra lá de bagdá, fazendo bagunça com os amigos de Beverwijk. Ele nos disse para irmos na Rembrandtplein, que lá iriam ter alguns shows e tal. Quando descemos da estação, fomos seguindo a multidão que estava indo pra lá também, mas estavam todos num ritmo muito holandês, a dois por hora. Foi então que decidimos pegar carona com um grupo de Hare Krishnas, que foram abrindo caminho no meio da muvuca.
Pegamos carona com eles até sairmos do Grachtengordel (o anel de canais perto do centro) e atravessamos o Jordaan. Um amigo nosso então nos mandou uma msg e fomos até lá para fazermos uma concentração antes de sairmos. Como ele mora num barco, podemos ficar pegando um sol (coisa rara aqui) e dando comida pros patos de estimação dele. Saindo de lá, era só música eletrônica pra tudo quanto é lado. Nós que somos mais para um rock ficamos um pouco deslocados, mas depois de algumas heinekens quentes até que não tava tão ruim !
E fica a dica para quem quiser vir para Amsterdam nessa época, é uma experiência muito interessante (e engraçada).
Tot de volgende post!
Dag.
De Bekeerde Suster
“Goeden avond” caros leitores do Guedas op de Fietsen. Vocês devem estar achando estranho um post novo depois de tanto tempo (pois é, já faz mais de um mês desde o último sobre Maastricht). Bom, resolvi tirar as teias de aranha do blog e continuar nossa empreitada holandesa sobre os cafés de Amsterdam. Há algum tempo iniciamos um tour pelos cinco “bier” cafés recomendados pelo Lonely Planet: ‘t Arendsnest, In de Wilderman, De Bekeerde Suster, Gollen e Browerij ‘t IJ. Os dois primeiros nós já conhecemos nesse post e nesse outro aqui. Dessa vez fomos ao De Bekeerde Suster, um café muito bacana que fica bem próximo ao Nieuwe Markt. Indo pela Dam Square, fica logo depois do famoso Red Light District.
Ao contrário da maioria dos lugares aqui, esse café tem um amplo espaço interno. O atendimento também é muito bom, foi um dos poucos lugares em que o garçom vinha até a mesa perguntando se queríamos algo. Geralmente aqui você precisa se esforçar um pouco para conseguir chamar o garçom, isso quando não tem que ir ao balcão fazer o pedido.
A única coisa que na minha opinião deixou um pouco a desejar foram as opções de cerveja. No tap (chopp) haviam umas 5, mais algumas de fabricação própria. É claro que já estava bom demais, mas como o cardápio do último que nós fomos (In de Wildeman) era bem mais completo, ficamos mal acostumados. Outra coisa estranha foi ver Heineken no cardápio, parecia uma “Nova Skin” perdida ali no meio. Mas críticas à parte, posso recomendar duas cervejas:
La Chouffe Blond: umas das opções no tap, é uma “ale” de cor dourada da Wallonia com sabor seco mas um pouco frutado.

Delirium Tremens: essa já foi até eleita a melhor cerveja do mundo, em 1998. É uma “pale ale” forte com graduação de 9%, mas com um sabor agradável e bem característico.

Algumas fotos do lugar:
Proost! Até o próximo.
In de Wildeman
Olá,
Ontem fomos para Amsterdam conhecer um café chamado “In de Wildeman“. A indicação foi do Daniel Duc e o lugar é recomendado pelo Lonely Planet como um dos melhores da sua categoria, junto com outros quatro. O primeiro já conhecemos há algum tempo (‘t Arendsnest), agora vamos continuar o circuito para ver se são bons mesmo
O lugar é bem fácil de chegar, fica na Kolksteeg 3 a algumas quadras da Centraal Station.
No Tap (cerveja com pressão, ou chopp) eles servem 18 opções, com cervejas da Alemanha, Bélgica, Holanda e Inglaterra:
Andechs Weisse 5.5% € 2,70……………………………..Keizer Karel 8.5% € 3,50
Guinness 4.2% € 2,70………………………………………Gouden Carolus 10.5% € 3,50
Bitburger Pils 4.8% € 2,40………………………………..Gordon X-mas 8.8% € 3,80
Witte Trapist 5.5% € 3,40…………………………………Dobbel Palm 5,5% € 2,70
La Trappe Dubbel 7% € 3,00……………………………..Avec Les Bors Voeux 9.5% € 3,80
Weihenstephaner Korbinian 7.4% € 2,60…………….Brigand Indian Pale Ale 6.5% € 3,30
Spezial Rauchlager 4.6% € 2,50………………………….Strongbow Cider 5% € 2,60
Leffe Blond 6.6% € 3,00.…………………………………..Brand Sylvester 7.5% € 3,40
‘t Volen Bock 6.5% € 2,80………………………………….Brand Pils 5% € 3,70
O atendimento é muito bom, mas como o lugar estava cheio, tivemos que fazer o pedido no balcão. Como cerveja também é cultura, aprendemos dessa vez que Waalse Bier quer dizer cerveja da Wallonia, a região francesa ao sul da Bélgica. Pedimos uma indicação para o garçom e ele nos serviu a Moinette Blond, uma cerveja com sabor seco mas muito boa.
Até o próximo café…. Proost!
Sábado de sol
Este foi um final de semana movimentado, visitas são sempre muito bem vindas e estas então… Como já tinha escrito anteriormente o Bruno e a Priscila vieram para cá, eles tiveram muuuuuita sorte, pois o tempo estava maravilhoso (tirando o frio é claro). Além da casa da Anne Frank, fizemos outros passeios tradicionais da capital neerlandesa. Desse jeito eu e o Ale vamos virar guias turísticos quase profissionais rsrsrs.
Chegando em Amsterdam, como sempre um mar de turistas nos aguardava e para aqueles que duvidam aí ao lado tem a prova. Estejam preparados, é gente para todo o lado e pior, gente querendo fazer exatamente as mesmas coisas que você. Em compensação Amsterdam é uma cidade excelente para visitar e se o tempo for curto não tem problema, em apenas um final de semana dá para ver muita coisa interessante.
Fizemos um roteiro bem legal ao redor do centro, passando pelos principais pontos turísticos… Damrak, Dam Square, Rijksmuseum, Red Light District, Koninklijk Paleis, Mercado de Flores, além de outros. Estava tão bom que nem nos lembramos de alugar uma bicicleta, o que otimizaria bastante o tempo do passeio .
Deixamos para fazer o passeio de barco pelos canais por último, para mim também foi novidade, só o Ale que era literalmente marinheiro de segunda viagem. Só não sei como descrever a beleza deste passeio de tão lindo que ele é. O percurso durou um pouco mais de uma hora, tempo mais do que suficiente para ver incontáveis barcos, paisagens, construções, aves e etc… Fizemos este passeio no final da tarde e com certeza acertamos no horário, pois o sol só aumentou a beleza de tudo. Nós ficamos na área aberta do barco, lindo, porém gelado, uma boa dica: vá bem agasalhado.
Nós gostamos muito do passeio, espero que o Bruno e a Priscila também tenham gostado. Como já sabíamos a um certo tempo que eles viriam para cá nos visitar, deixamos para fazer vários programas de turista com eles. Não nos arrependemos, pois foi um final de semana maravilhoso em Amsterdam com verdadeiros amigos. Agora ficamos na expectativa do final de semana em Nürnberg, a cidade deles.
Tot ziens.
Anne Frank Huis
Atendendo aos pedidos do meu “irmãozinho” e da Priscila eu fui a casa da Anne Frank. Para ser bem sincera não esperava muita coisa não, mas o lugar realmente me surpreendeu. A casa é famosa não só pelo diário, mas também pela fila de turistas que se forma em frente, mas até que não esperamos muito. Na fila descobri uma coisa interessante: os ingressos podem ser adquiridos pela internet no site do museu, que também vale a pena acessar. O valor do ingresso é de €7,50 para adultos.
A visita é bem interessante para os que leram e para os que não leram o diário. Para mim foi muito estranha a sensação de entrar no quarto em que ela passou os útimos anos da sua vida, creio que para muitos seja muito estranho também. Não chega a ser um ambiente triste, pois não há nada além de paredes, mas não deixa de ser um lugar de reflexões sobre tudo aquilo que o homem é capaz de fazer contra seus semelhantes. Talvez seja por este motivo que Otto Frank, o pai de Anne Frank, tenha solicitado que nunca mais os quartos fossem mobiliados, que permanecessem vazios.
O museu não se limita apenas ao Anexo Secreto, há também fotos e alguns objetos que eles utilizavam, além de vídeos com depoimentos de pessoas que tiveram alguma participação na história da Família Frank. Sem dúvida o mais emocionante é o depoimento do próprio Otto Frank, que foi o único sobrevivente do Anexo. Das sete pessoas que lá viviam junto com Anne Frank, 6 faleceram nos campos de concentração, restanto apenas o pai, que anos mais tarde publicou o diário da filha.






















