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Mais um mico
Estava eu no Albert Heijn fazendo minhas singelas comprinhas, quando surge uma dúvida (o mercado é o lugar onde elas mais surgem), vamos lá… Aqui na Holanda não tem esse negócio de pesar as frutas e verduras com o tiozinho da balança, este tiozinho certamente é uma mão-de-obra muito cara para se disperdiçar com simples pesagens. Aqui no mercado perto de casa (que não é o Albert Heijn e sim o Dekamarkt) nós mesmos pesamos as frutas e verduras, existe uma balança igualzinha as do Brasil, só que em cima há vários botões com a fotinho das verduras que você quer pesar, nem é necessário ler o nome da leguminosa em holandês, é só apertar a respectiva fruta ou verdura, aperta-se mais um botão vermelho ou verde e pronto sai a etiqueta para colar no plástico, simples não? Eu pensava que todos os mercados Holandeses fossem assim, puro engano! Então voltando…estava eu no Albert Heijn fazendo minhas singelas comprinhas… quando escolhi uns tomates, coloquei no saquinho, fui até a balança, apertei a fotinho do tomate, e fiquei procurando o bendito botão verde ou vermelho. Procurei, procurei e procurei tanto que um holandês veio me ajudar, mas ele falou em holandês e apontou um grande “botão” azul, cheio de coisas escritas, claro em holandês. Reação quase que imediata…apertei o “botão”. Ele ficou me olhando com uma cara estranha, para não dar risada e falou…em inglês. Não, aqui é só para você ver o preço, a pesagem é feita no caixa. Ps. O “botão azul, não era um botão, deveria ser apenas uma plaquinha dizendo, Pese suas frutas e verduras diretamente no caixa. Imaginem a minha cara.
Até o próximo mico…
Finalmente em Amsterdam
Olá pessoas! Nós sabemos que todos estavam esperando por mais posts aqui, mas essa primeira semana foi bem corrida para nós. Então, vamos por partes, primeiro vamos contar o “mico” da chegada no hotel.
A chegada no aeroporto Schiphol, em Amsterdam, foi bem tranquila. Estávamos bastante cansados da viagem, já que o trajeto foi Curitiba->São Paulo->Frankfurt->Amsterdam. Quando estávamos pegando as malas na esteira, escutei uma senhora atrás de mim falando um inglês com sotaque holandês: “Nossa, até parece que você vai ficar aqui um ano com todas essas malas….”. Virei pra ela e disse que ela tinha acertado, pois era mesmo um ano, e depois disso já começamos a conversar com várias pessoas ali, que inclusive nos ajudaram com a bagagem. A primeira impressão foi muito boa, pois eu tinha como referência o tratamento alemão, que pude observar quando estive trabalhando em Bielefeld, em 2004. Em comparação com os alemães, nos pareceram um pouco mais amigáveis, talvez por estarem mais acostumados com os turistas. Mas enfim, saímos dali, pegamos um taxi-van (eram 6 malas no total) e fomos para o hotel, na Kinkerstraat com a Dacostastraat.
Estávamos na frente do hotel, que na verdade era apenas um apartamento comum que reservamos por uma semana. Esperamos alguns minutos até o horário combinado, quando um funcionário do hotel iria nos recepcionar. Então já haviam se passado vinte minutos e nada do sujeito aparecer. Estávamos ali no frio, cheios de bagagem na calçada e começamos a ficar preocupados. Ligamos para o número que havia na porta do apartamento e tivemos a infeliz supresa de descobrir que o nosso celular do Brasil estava bloqueado.
Eu não queria deixar a Érica ali sozinha com a bagagem, para pedir informações. Ela tinha o problema de não ter o inglês fluente para conversar com alguém. Então avistamos uma placa escrita: “Finalmente Brasil”, era uma loja de produtos brasileiros, bem ali próximo ao hotel. Não deu outra, fiquei com as malas e lá foi a Érica, tentar falar com o pessoal do hotel. Com muito esforço, ela conseguiu avisar o pessoal que estávamos esperando ali, e depois de uma hora e meia de espera finalmente chegou uma mulher de bike para abrir a porta.
Depois de aberta a porta, a segunda decepção: nos colocaram no terceiro andar, e obviamente não tinha elevador. Mas tranquilo, pensamos, pelo menos não estamos mais no frio, vamos encarar a escada mesmo. Então fomos apresentados para a escadaria típica holandesa: toda de madeira, quase vertical e com carpê por cima para escorregar. Depois de muito sacrifício levamos todas as malas até o terceiro andar, fechamos a porta e caímos na cama
Algumas fotos da vista do nosso quanto:




